O mercado de Belo Horizonte é sustentado, em grande parte, por empresas de origem familiar. No entanto, em 2026, a continuidade desses negócios enfrenta novos desafios trazidos pela consolidação da Reforma Tributária e pelas novas regras de transferência de bens. O planejamento da sucessão deixou de ser uma preocupação apenas para o futuro e se tornou uma estratégia imediata para garantir que o patrimônio construído com décadas de esforço não seja corroído por impostos ou disputas judiciais.
Neste artigo, a Trilhar Contabilidade explica como a estruturação de uma Sociedade de Gestão Patrimonial e o planejamento antecipado podem salvar a saúde financeira da sua família e do seu negócio.
O impacto da Reforma Tributária na herança e doação em 2026
Um dos pontos mais críticos de 2026 é a nova forma de cobrança do imposto sobre heranças e doações (o antigo ITCMD). Com a reforma, as alíquotas se tornaram progressivas em todo o território nacional, o que significa que, quanto maior o patrimônio, maior a fatia que o governo abocanha no momento da sucessão.
Para as famílias empresárias da capital mineira, isso exige uma revisão urgente. Se a transferência de bens e cotas da empresa não for planejada agora, os herdeiros podem enfrentar uma carga tributária que compromete o capital de giro da operação no momento em que a empresa estiver mais vulnerável.
Sociedade de Gestão Patrimonial: A alternativa à burocracia do inventário
Em 2026, o uso de uma Sociedade de Gestão Patrimonial (muitas vezes chamada de empresa de participações) consolidou-se como a ferramenta mais eficiente para a proteção do negócio. Em vez de os bens estarem no nome da pessoa física, eles passam a pertencer a uma empresa, cujas regras de sucessão são definidas em contrato.
Benefícios Práticos para o Empresário Mineiro:
- Redução de Impostos: A tributação sobre aluguéis e venda de imóveis dentro dessa estrutura costuma ser muito menor do que na pessoa física.
- Agilidade na Sucessão: No caso de falecimento de um dos sócios, a empresa continua operando normalmente conforme as regras do contrato social, evitando o bloqueio de contas e bens que ocorre em um inventário judicial.
- Blindagem contra Riscos Operacionais: O patrimônio pessoal da família fica separado dos riscos da atividade comercial da empresa principal, garantindo segurança em momentos de crise.
A Governança e o Protocolo de Família
A gestão profissional em 2026 exige regras claras. O Protocolo de Família é um documento assinado entre os herdeiros que define quem pode trabalhar na empresa, como os lucros serão distribuídos e quais são os critérios para a entrada de novos sócios.
Na Trilhar Contabilidade, auxiliamos na elaboração desses critérios, cruzando os dados financeiros com a visão de longo prazo dos fundadores. Em um ambiente de negócios competitivo como o de Belo Horizonte e região metropolitana, a clareza nessas regras evita conflitos que destroem empresas lucrativas de um dia para o outro.
A Transição para o Real Digital na Gestão de Bens
Com o uso pleno do Real Digital em 2026, a rastreabilidade dos ativos aumentou. O fisco agora identifica transferências de valores e propriedades em tempo real. Por isso, o planejamento não pode mais ser feito de forma amadora. Cada movimentação precisa estar amparada por uma lógica contábil rigorosa para evitar o que chamamos de “desvio de finalidade”, que poderia anular a proteção do patrimônio perante a justiça.
Sua empresa familiar está preparada para a próxima geração? Não permita que o esforço de uma vida seja perdido por falta de planejamento. Na Trilhar Contabilidade, somos especialistas em organizar a estrutura patrimonial de famílias empresárias em Belo Horizonte, garantindo economia de impostos e a continuidade do seu legado.



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